domingo, 7 de abril de 2013
DEFESA E ATAQUE a regra da vez das relações.
O mal das pessoas hoje em dia é que elas já chegam às vidas umas das outras com uma carga muito grande de sentimentos negativos. Muito raro encontrar alguém que chegue de alma e coração abertos. É tanta competição pra ver quem é o melhor, o mais inteligente, o mais sedutor, o mais charmoso e sentimento bom que é o que interessa nada.
Não estou dizendo que as pessoas sejam apaixonadas umas pelas outras, sem que tenha havido um mínimo de interação porque aí já é falsidade, mas que pelo menos cheguem com disposição para conhecer, admirar e se envolver. Estou falando aqui puramente de amizades. De conhecer com “primeiras intenções”. Isso independe de sexo, faixa etária, classe social, grupo social de que se faça parte, time, religião, etc.
Se as ideias e valores não batem o afastamento vai ser natural e sem traumas.
Mas é tão bom, tão gostoso conhecer alguém e ver que aquela pessoa tem pontos de vista iguais aos nossos ou mesmo, diferentes, nos trazendo uma nova perspectiva. Sem querer se impor como o mais correto, o dono da razão, ou aparecer como o antipático, o inoportuno.
As pessoas estão se dividindo entre aquelas que já chegam na defensiva (como eu) achando que a qualquer momento vão tomar uma punhalada e portanto, carregam um escudo onde quer que vá e aquelas que já chegam atacando, querendo se impor como “O MAIS”, atropelando e se mostrando a mais antipática das pessoas, muitas vezes com observações as mais inoportunas possíveis.
Assim as pessoas vão deixando as relações serem cada vez mais superficiais, como se a correria do dia a dia já não fosse empecilho suficiente para estabelecer distâncias.
Nada mais chato do que você querer se aproximar, perguntar como está, como vai a vida, desejar sucesso e a pessoa se mostrar sempre “na correria” ou já lhe torpedear com um comentário antipático.
Eu ainda acredito nas boas intenções, no elogio cortês e despretensioso, na vontade de gastar alguns minutos ou horas por perto conversando e rindo. Em uma troca de afeto pura, gratuita e espontânea. Trocar energia boa, positiva, seria o mais correto afirmar.
Mas que isso está cada vez mais difícil está!
Em: 07/04/2013
Fabiana Foeppel
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